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"Um mês para lembrar que o cuidado com as mamas deve ser o ano inteiro"

Na década de 90, nos Estados Unidos, surgiu um movimento que hoje é internacionalmente conhecido como Outubro Rosa. Essa ação que aos poucos ganhou o mundo, surgiu para estimular a participação da sociedade no controle do câncer de mama. O símbolo da campanha representado por um laço rosa, foi criado pela Fundação Susan G. Komen e distribuído em 1990, na primeira corrida pela cura do câncer de mama. Mas afinal, quem é Susan G. Komen? Susan foi uma vítima do câncer de mama, que passou por diversos tratamentos, desde os mais “simples” até os mais sérios. Infelizmente, depois de três anos, ela não sobreviveu à doença e foi a sua irmã Nancy Brinker, quem levou adiante o plano das duas. Susan queria, pessoalmente, dar suporte à pesquisa e melhorar o ambiente em que as pacientes se encontravam nos hospitais.

Fonte: INCA - Instituto Nacional do Câncer. #enxergandocompalavras: busto de uma mulher com o texto da campanha Outubro Rosa (2019) cobrindo seu colo.

E assim, a fundação teve seu início. A ideia se concretizou com uma doação inicial de 200 dólares e uma caixa com nomes de possíveis doadores. A própria Nancy, anos mais tarde, tornou-se uma sobrevivente do câncer de mama. Todas e todos nós, temos contato com o trabalho desenvolvido por essa ONG, seja através do símbolo amplamente divulgado nas campanhas ou por meio das corridas para conscientização. Hoje em dia, é possível observar algumas cidades que iluminam os seus monumentos públicos com luz rosa, como acontece em Poços de Caldas, onde podemos admirar o Cristo Redentor, com suas luzes que trazem maior visibilidade ao mês da luta contra a doença.


O câncer de mama é raro em homens e é o mais comum entre as mulheres de todo o mundo. O diagnóstico ocorre, normalmente em exames de rotina quando um nódulo na região dos seios é percebido. O rastreamento e o diagnóstico precoce são fundamentais para a diminuição da mortalidade por câncer de mama. Há evidências obtidas por estudos clínicos, que sugerem uma redução de 25% na mortalidade com a realização de exames de rotina. Contudo, em alguns casos, os nódulos podem não ser identificados, sendo assim, indispensável a realização de exames como a mamografia.


A mamografia é o principal exame realizado para o diagnóstico e recomenda-se que seja feito por mulheres com mais de 50 anos a cada dois anos. As mamografias são disponibilizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) a todas as mulheres com mais de 40 anos, de forma gratuita. O autoexame ou autoconhecimento das mamas, como é falado atualmente, também possui um importante papel na detecção da doença. Entretanto, algumas mulheres podem chegar à um falso resultado, por não entenderem a anatomia do órgão. Dessa forma, nódulos pequenos dificilmente serão identificados, causando a impressão de que a mulher está saudável, adiando assim, a consulta ao médico.

Fonte: INCA - Instituto Nacional do Câncer. #enxergandocompalavras: busto de uma mulher com o texto da campanha Outubro Rosa (2019) cobrindo seu colo.

Alguns fatores podem aumentar a probabilidade de uma pessoa desenvolver a doença, dentre os que apresentam forte evidência, estão o sedentarismo, sobrepeso e obesidade, o consumo de bebidas alcoólicas e o uso de hormônios como, os anticoncepcionais que contém estrogênio e progesterona. Outro fator crucial é o genético. Mulheres que possuem histórico familiar de câncer de mama, devem ficar atentas ao risco elevado de desenvolver a doença. Nesses casos, é importante que os exames sejam feitos a partir dos 35 anos.


O tratamento adequado contra a doença, depende do tipo e estágio do tumor. Os métodos mais comumente utilizados envolvem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica. No Brasil, o tratamento para o câncer de mama é oferecido de gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), conforme assegurado pela lei nº 12.732/2012. Segundo o que a referida lei determina, pacientes que forem diagnosticadas com neoplastia maligna, têm direito ao tratamento em até 60 dias contados a partir da emissão de laudo patológico. Quanto mais cedo o câncer for diagnosticado, maiores será o potencial curativo do tratamento.

Fonte: INCA - Instituto Nacional do Câncer. #enxergandocompalavras: cartaz da campanha Outubro Rosa (2019), com três mulheres lado a lado e a frase: "Embora diferentes temos algo em comum: o cuidado com o nosso corpo."

Aqui na nossa cidade, a adesão ao movimento Outubro Rosa, aconteceu por meio de uma série de atividades ao longo do mês. Dentre elas, a exposição “Nossos Retratos”, uma iniciativa do Shopping Poços de Caldas em parceria com a Gaapo (Grupo de Assitência e Apoio ao Paciente Oncológico). A mostra fotográfica reuniu 18 mulheres que passam ou já passaram pelo tratamento contra o câncer e contou com a ajuda voluntária de profissionais da cidade. Além da Gaapo, nossa cidade conta com outras entidades, como a Avocc (Associação do Voluntariado Contra o Câncer) e a Associação Lenços ao Vento, que promovem atividades relacionadas a essa importante pauta.


Confira abaixo nossas referências:


INCA - Instituto Nacional do Câncer Outubro Rosa 2019


Ministério da Saúde - Outubro Rosa


Brasil Escola - Outubro Rosa


Veja - Outubro Rosa: como surgiu o termo e a importância da data


Aos Fatos - Desenhamos fatos sobre o câncer de mama

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© 2019 por Coletivo Paralelas. Poços de Caldas - MG.

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