• Coletivo Paralelas

Testes de cosméticos em animais: um boicote necessário e possível

Recentemente, em Abril, o assunto "testes de cosméticos em animais" tomou uma enorme proporção, especialmente nas redes sociais, com o lançamento da animação "Salve o Ralph". O curta, originalmente lançado em inglês e com a presença da dublagem de diversos astros do cinema, como Rodrigo Santoro, foi traduzido para diversas línguas e disseminado pelo mundo.


O curta simula uma entrevista com um coelho, que vive a realidade de ser cobaia, expõe em seu corpo as marcas dessa experiência e fala sobre seu (nada) futuro promissor. A versão em português você pode conferir abaixo. Mas, atenção! Embora não haja nenhuma imagem explícita, o conteúdo é considerado sensível e pode ser um gatilho para algumas pessoas. O que vamos falar aqui também pode ser doloroso de ler, ok?



Para quem nunca pensou sobre o assunto, ou talvez até nem saiba dessa realidade, vamos contextualizar. Em diversas indústrias, os animais são usados para testar se determinados produtos são seguros para serem utilizados em humanos. A natureza dos testes é sempre cruel. Alguns testes incluem esfregar produtos químicos em feridas expostas de animais, induzi-los a ingerir determinada quantidade de substâncias até a overdose, pingar produtos nos olhos até provocar a cegueira, entre diversas outros.


A grande reflexão necessária é: por que tudo isso ainda ocorre, em pleno século 21? Existe uma filosofia em que a sociedade se baseia, chamada "bem-estarismo". Ela prega que diversas espécies de animais VALEM menos, portanto, podem e devem ser utilizadas sem discernimento para qualquer fim humano. Quem defende essa linha, argumenta que o uso de testes em animais é necessário para a humanidade, afinal, toda medicação da indústria farmacêutica e tudo que emite radiação passou por um teste em animal algum dia. Porém, um ponto importante a ser considerado é que, nas ocasiões, a ciência AINDA não tinha alternativas viáveis para fazer diferente. E hoje elas existem. De peles sintéticas a testes em humanos voluntários e remunerados, as opções são muitas.


Além disso, todo produto cosmético e industrializado passa por uma testagem em humanos antes de ir as prateleiras. Ou seja, mesmo havendo os testes em animais, o produto precisa ser validado com humanos. Qual a necessidade então de infringir tanto sofrimento aos animais, somente em nome da beleza? Qual a necessidade de torturar um coelho até a cegueira e consequente morte, para lançar um shampoo novo? Não é difícil chegar a conclusão de que a sociedade precisa urgentemente parar com isso.


E se você, assim como nós, sofre por pensar no assunto, não se desanime! Você pode fazer sua parte de diversas formas, como: compartilhando esse conteúdo, pesquisando mais sobre o assunto e, claro, nas próximas vezes em que for comprar um produto, verificando se ele possui em seu rótulo um selo de "não testado em animais" ou "cruelty free".


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