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Quociente eleitoral: o peso do voto no sistema proporcional

Atualizado: Out 26

As eleições deste ano estão se aproximando e, além do trabalho necessário de pesquisar a fundo para votar consciente, uma outra dificuldade se faz presente: compreender o quociente eleitoral.


Como sabemos, para os cargos de prefeito/a, governador/a e presidente/a, se utiliza o sistema majoritário. Ou seja, aquele/a que possui o maior número de votos ganha. E, ainda, caso o primeiro colocado não receba mais da metade dos votos válidos, há segundo turno. É simples na prática. Já para os cargos de deputados/as e vereadores/as, é aí que entra o sistema proporcional. A conquista ou não de uma cadeira no Parlamento depende do chamado quociente eleitoral. O quociente é calculado a partir da seguinte fórmula:


Quociente eleitoral (QE) = número de votos válidos / (dividido por) número de vagas


Vejamos então um exemplo:



Nesse caso, foram computados 6050 votos válidos e o número de vagas eram 9. Logo, ao dividir o número de votos pelo número de vagas, chegou-se ao quociente eleitoral 672. Isso significa que, ainda nesse exemplo, apenas os partidos A e B, e a coligação D, conseguiram atingir o quociente eleitoral e teriam direito a preencher as vagas disponíveis. O partido C, por não ter atingido o quociente, ficaria de fora. Ou seja, mesmo que um candidato do partido C tivesse alcançado um número maior de votos do que um candidato do partido A, B ou coligação D, ainda sim não teria direito a uma vaga.


Trazendo para a realidade das eleições municipais, é como se todos os candidatos a vereador/a de um partido estivessem disputando as eleições como um grande bloco. É a partir da soma de todos os votos obtidos pela legenda que a Justiça Eleitoral vai definir a quantidade de cadeiras que cada sigla terá direito.

Esse sistema, constantemente recebe críticas por permitir uma certa distorção no sistema. Podem ocorrer o que se chamam de "puxadores de voto". Um candidato que recebe muitos votos para o partido, além de ser eleito (se tiver dentro do quociente eleitoral) pode acabar conquistando uma cadeira a mais para o partido e deixando de fora um candidato de outro partido, bem votado, mas que ficou de fora pelo seu partido ter conquistado menos cadeiras.



Ilustração: Freepik / Reprodução


Entender o quociente eleitoral é importante então, por duas razões. Primeiro, para compreender porque um/a candidato/a pode se eleger, mesmo sendo menos votado. E, segundo, para pensar também na importância de considerar o partido de sua opção de voto. Muitas pessoas fazem essa desassociação. Acreditam que o candidato X é uma boa opção, independente do partido que escolheu se filiar. Mas, nesse caso, em que a votação não é pelo sistema majoritário, o partido tem um peso grande. Se você vota no candidato X, do partido Y, isso significa que você também está ajudando, indiretamente, o partido Y a ganhar cadeiras para trazer outros eleitos que, nem sempre, vão ter ideais parecidos com o candidato X em quem você votou.



Fontes: TSE

TRE-MG

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