Atualizado: Jul 5

Se a ciência e a pesquisa já eram pilares importantes para a sociedade, agora, então, foram reconhecidas como indispensáveis. Quando se fala em ciência, é comum associar essa palavra a apenas "grandes" invenções, como um foguete ou até a grandes teorias, como a descoberta da gravidade. Mas a abrangência da ciência é muito mais cotidiana e local do que se pensa.


A série “A ciência nossa de cada dia” destaca hoje, em seu último texto, a atuação de Mayana Zatz, geneticista e diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano. Uma brasileira nascida em Israel, mas cidadã do mundo quando os assuntos são ciência, pesquisa e desenvolvimento.

Data e local de nascimento: 16 de julho de 1947, em Tel Aviv, Israel.

Principal atuação: Mayana se debruça na pesquisa científica por meio das tentativas de descobrir os segredos para a longevidade humana - e, claro, para a qualidade de vida. Para ela, a ciência e ética caminham juntas. Atua diretamente em estudos de genética humana/médica e as biociências.

Breve trajetória: "A lupa da biologia humana" mudou-se para São Paulo ainda na infância, depois de morar em Paris, por um breve período. Ali, ainda criança, já deixou transparecer a curiosidade em saber como as características humanas eram transmitidas de geração em geração.


Quando se formou em Ciências Biológicas pela Universidade de São Paulo, no ano de 1968, passou a se dedicar de verdade ao tema e a suas implicações. Tornou-se doutora em Genética na mesma universidade e pós-doutora em Genética Humana e Médica pela Universidade da Califórnia, em 1977.


É nessa fase que o lado acadêmico fala mais alto: Mayana, então, decide virar professora no Instituto de Biociências de São Paulo. Após essa experiência, torna-se coordenadora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco da USP. Um de seus projetos atuais estuda o Zika Vírus contra tumores cerebrais - e as consequências genéticas embutidas na transmissão e na contaminação - e os aspectos biológicos que fazem pessoas viverem bem após os 80 anos de idade.

Reconhecimentos: É membro da Academia Brasileira de Ciências. Membro, também, da Academia de Ciência dos Países em Desenvolvimento (TWAS). Presidente fundadora da ABDIM (Associação Brasileira de Distrofia Muscular). Detentora de títulos nacionais, entre eles, o da Ordem Nacional de Grã-Cruz de Mérito Científico, do Governo Federal. Especialista em biologia molecular com enfoque em doenças neuromusculares. Ganhou o prêmio "L'Óreal/Unesco para Mulheres na Ciência (2001), o Prêmio México de Ciência em Tecnologia (2008) e o Prêmio Conte Gaetano por trabalhos sociais (2011). Autora do livro "GenÉtica: escolhas que nossos avós não faziam (2011)"


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Fontes consultadas:

Biblioteca Virtual da FAPESP

Jornal da USP

Academia Brasileira de Ciências

Atualizado: Jul 5

Se a ciência e a pesquisa já eram pilares importantes para a sociedade, agora, então, foram reconhecidas como indispensáveis. Quando se fala em ciência, é comum associar essa palavra a apenas "grandes" invenções, como um foguete ou até a grandes teorias, como a descoberta da gravidade. Mas a abrangência da ciência é muito mais cotidiana e local do que se pensa.


A série “A ciência nossa de cada dia” apresente hoje um pouco da trajetória de César Lattes, um físico brasileiro brilhante ao ponto de participar de uma pesquisa ganhadora do Prêmio Nobel de Física, em 1950. Se você já ouviu falar da plataforma "Lattes", sim, foi uma homenagem a ele.

Data e local de nascimento: Dia 11 de Julho de 1943, em Curitiba, no Paraná

Principal atuação: Sua maior contribuição foi no campo da física, por meio de pesquisas, aulas e de sua marcante descoberta: o méson-π (méson pi), uma das sub partículas responsáveis pela coesão do núcleo do átomo.

Breve trajetória: Lattes iniciou sua atuação ao se graduar em física e matemática, pela Universidade de São Paulo (USP). Por seu entusiasmo e dedicação à pesquisa, se tornou pupilo do diretor do Departamento de Física da USP.


O físico apoiou diversas outras iniciativas nacionais importantes, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada.


Em 1946, Lattes foi para a Inglaterra integrar um grupo de pesquisa. Um ano depois, para provar as teorias que estava matutando, Lattes foi até o Chacaltaya, pico de 5 mil metros nos Andes Bolivianos. Por meio de chapas fotográficas, Lattes conseguiu captar certas partículas, sendo uma delas o méson pi. A façanha marcou o início de um novo campo de estudos, a física das partículas elementares.

Reconhecimentos: Sua descoberta foi feitas aos 27 anos de idade. Apesar de não ter ganho diretamente o Nobel, é consenso que o físico foi injustiçado. E, embora o prêmio tenha sido dado ao líder da pesquisa (por regras internas da premiação), sua descoberta marcou a história. Lattes foi homenageado, tanto em vida, como de maneira póstuma. Apareceu em revistas como a Life, no Times e foi capa da Science News. Chegou a ser entrevistado por Vinícius de Moraes e Millôr Fernandes.

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Fontes consultadas:

César Lattes: a vida e a obra do físico brasileiro indicado ao Nobel

Conheça a trajetória do brasileiro injustiçado pelo Nobel


Atualizado: Jul 5

Se a ciência e a pesquisa já eram pilares importantes para a sociedade, agora, então, foram reconhecidas como indispensáveis. Quando se fala em ciência, é comum associar essa palavra a apenas "grandes" invenções, como um foguete ou até a grandes teorias, como a descoberta da gravidade. Mas a abrangência da ciência é muito mais cotidiana e local do que se pensa.


A série “A ciência nossa de cada dia” traz hoje a figura de Johanna Dobereiner, uma grande mulher - de origem tcheca, mas naturalizada brasileira - que se destacou internacionalmente tornando-se referência na área agronômica e, também, em temas que tratavam sobre a sustentabilidade do solo. Uma mulher, sem dúvidas, a frente de seu tempo. E do nosso.

Data e local de nascimento: Dia 28 de novembro de 1924, em Aussig, na Tchecoslováquia, naturalizando-se brasileira em 1950.

Principal atuação: Microbiologia do solo: esse foi o ponto de partida das pesquisas de Joanna, que descobriu que bactérias eram capazes de fixar nitrogênio em uma espécie de comunicação com as plantas.

Breve trajetória: Johanna formou-se em agronomia pela Universidade de Munique. Mudou-se para o Brasil onde foi contratada como assistente na instituição que conhecemos hoje por Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).

Trabalhou em ambientes majoritariamente masculinos. Conseguiu apresentar o seu valor dividindo seu tempo entre as suas pesquisas e o cuidado para com os três filhos. Escreveu, ao longo da trajetória acadêmica, mais de 500 trabalhos.

Se a agricultura no século passado fazia perguntas, Dobereiner trazia as respostas. Ao persistir na ideia de que os próprios microrganismos seriam capazes de renovar o nitrogênio do solo, ela possibilitou a expansão sustentável da produção brasileira. Propôs, ainda, um desafio - que ecoa até hoje – de gerar desenvolvimento sem gerar passivos ambientais. Um legado importantíssimo, pra não dizer essencial.

Reconhecimentos: Pioneira no plantio sem o uso (ou como uma capacidade reduzida) de adubos químicos nitrogenados. Precursora do plantio em larga escala – utilizando-se desse método – de soja, cana-de-açúcar e leguminosas (o que causou uma diminuição da poluição dos rios e, especialmente, do solo) - graças a Johanna, o Brasil é hoje um dos maiores produtores de soja do mundo. Foi indicada ao Prêmio Nobel, em 1997. Foi a primeira mulher a compor o quadro diretivo da Academia Brasileira de Ciência.

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* A frase "a senhora das criaturas milagrosas" ganhou fama após uma reportagem da Revista Veja, em agosto de 1996.


Fontes consultadas:

Johanna Döbereiner: a cientista que revolucionou a agricultura

Cientistas brasileiras: Johanna Dobereiner