Oi, eu sou a Juliane. Mas normalmente, as pessoas me chamam de Ju.

Durante um tempo, terei a oportunidade de escrever algumas coisas aqui no Paralelas, fazendo e propondo reflexões para pensarmos juntos, sobre diversas questões relacionadas à temática ambiental e qual a nossa possível contribuição para tudo o que está acontecendo.

Antes de começar, quero me apresentar da maneira mais sucinta possível. E ao longo do tempo, vocês vão entender o porquê de eu querer ser breve nessa apresentação.

Sou uma pessoa comum. Sou casada, trabalho, estudo, tenho família, amigos, enfim. Neste momento da minha vida, me encontro em uma busca por desenvolver hábitos mais sustentáveis, que tenham mais coerência para mim.

Sustentável quer dizer aquilo que podemos manter. Nesse caso, aquilo que o planeta, através dos recursos naturais, é capaz de sustentar.

Desde que comecei a perceber o quanto o estilo de vida e hábitos de consumo, de boa parte de nós, são totalmente insustentáveis, iniciei um processo de busca e de mudanças para hábitos mais conscientes e coerentes, para tentar reduzir o impacto negativo que eu causo pessoalmente, habitando o planeta Terra.

A questão é a seguinte, e é muito simples: tudo o que utilizamos e precisamos para viver vem da natureza. Mas na velocidade em que estamos consumindo e comprando coisas novas, não estamos dando o tempo necessário para que a natureza se regenere. Estamos literalmente consumindo o meio ambiente e destruindo aquilo o que é necessário para a nossa sobrevivência. Água, ar, solo, alimento... Poluindo, desmatando, desperdiçando.

Mas esse ainda não é o único problema. A velocidade com que estamos descartando as coisas também é muito acelerada. Temos a ilusão de que ao descartarmos nossos resíduos no lixo, tudo está resolvido. E esse é um tremendo engano. Montanhas e montanhas de resíduos não recicláveis ou não reciclados se formando, na terra, nos rios, nos oceanos...

Fato é que, estamos impactando negativamente o meio ambiente com a nossa forma de consumir e de descartar. O pior é que essa forma já está tão naturalizada, que nós a replicamos sem sequer refletir ou questionar. Normalmente, não nos perguntamos de onde as coisas vem, ou para onde vão depois que jogamos fora.

No entanto, quando passamos a destruir aquilo que precisamos para viver, é o momento de parar, repensar e tentar minimamente reverter o processo que está em curso.

Durante esse tempo, vou trazer reflexões necessárias e também algumas ideias para inspirar, para que possamos juntos, repensar os nossos hábitos para modificá-los, e assim nos tornarmos mais conscientes do nosso papel e das nossas responsabilidades ante a preservação e regeneração da natureza.

Espero de alguma forma poder contribuir para que possamos cuidar melhor desse planeta-casa que nos abriga e nos acolhe.

Juliane Reis é um ser humano comum em transição para hábitos mais regenerativos.

Na construção de um estilo de vida sustentável e mais consciente que impacte positivamente o meio ambiente, ela busca mudar a si mesma, e acredita que isso pode reverberar em todo o seu entorno.


  • Coletivo Paralelas

Não quero romantizar a perca de foco, a falta de metas e objetivos futuros - os quais são necessários e norteadores de nossa existência. Perspectivas, horizontes e projetos de existência são importantes, o problema está na escolha desses projetos e na ação. Nossa organização social e econômica impacta esses processos. O "sucesso" significa resultados grandes, rápidos, êxito medido por lucro ou likes. Esse significado de sucesso não condiz com a experiência humana, mas foi introduzido como "natural" pela lógica do mercado; nós funcionamos como o mercado, onde o êxito e o foco podem levar ao "sucesso", ao lucro. Existe uma uma imensidão de vídeos, de coachs, terapias, várias soluções para a tal falta de foco, e a tão falada procrastinação. Muito pouco se fala nessas soluções milagrosas, sobre o por que o foco, a determinação, não estão ocorrendo. Não paramos para pensar o sentido daquilo para nós, não consideramos nosso contexto social, nossa realidade, e ainda por cima temos a noção de sucesso completamente dominada pela ótica do capital e não pela ótica da existência humana. Lembro de quando eu tinha sete anos de idade e fazia aulas de ginástica rítmica na escola. Eu me divertia demais, e o objetivo dessas aulas extracurriculares, para mim, era a diversão. Eu via muito sentido naquilo, eu encontrava minhas amigas, antes da aula fazíamos lanches, eu gostava das roupas, enfim, eram momentos bastante agradáveis. Ao final do ano, houve uma competição e na minha categoria, ganhei o primeiro lugar. Fiquei muito feliz. Depois dessa vitória, quando retornei as aulas, tudo havia mudado. Obviamente era exigido de mim mais dedicação e as aulas eram mais rígidas - a diversão toda, a leveza, havia cessado. Após algumas aulas, eu disse para minha mãe que não queria continuar, aquilo não tinha mais sentido, não tinha significado mais. Minha mãe disse que tudo bem, que eu não precisava fazer nada que eu não quisesse e, por isso, mudei para aulas de dança contemporânea, onde encontrei de novo a diversão e a leveza, o significado que na ginástica eu havia perdido. Durante muito anos da minha vida eu interpretava esse acontecimento como o primeiro passo de complexos e traumas que hoje me faziam não ter foco, procrastinar em algumas atividades e que, por esse motivo, precisava de uma cura, uma solução. Com o tempo eu percebi o quanto aquela criança foi verdadeira consigo, com a sua verdade. Claro que ficar na ginástica, virar uma atleta, competir, traria frutos, traria validações muito gratificantes de fora, mas aquilo não tinha significado para ela. Naquele momento da vida, ela só queria se divertir. Claro que esta é uma história de privilégios, acho que o mais importante deles foi o apoio e a interpretação da minha mãe, afinal, ela poderia muito bem me obrigar a continuar nas aulas e hoje a história seria diferente. Mas ela me ouviu. O sucesso nem sempre é êxito, resultado rápido. O sucesso, às vezes, é o primeiro passo em direção a algo que queira fazer, a algo que te faça genuinamente se sentir você. Sucesso é fazer algo que você nem seja tão bom assim, que não tem validação dos outros, mas que te faz acordar cedo e saber que está sendo honesto com você, com suas verdades. Saudável é saber seus limites, é dizer não para aquilo que é do outro e não seu. É entender suas necessidades, suas vontades. O mundo é cheio de outras existências, de outros modos de viver, de pessoas que estão completamente alienadas na lógica do foco, de postagens de vidas perfeitas, onde as pessoas seguem à risca todas as pressões sociais, e mostram isso como a única verdade existente. Mas não é. É preciso aprender e saber muito bem o que se é, para que o impacto exterior não faça com que você se corrompa, seguindo outra verdade que não a sua.

Isabela Alves é psicóloga formada pela PUC Minas Poços de Caldas. Está sempre buscando estudos que alinham as teorias psicológicas aos fenômenos que envolvem o mundo social e acredita que saúde mental depende não só do autocuidado, como também do cuidado com os outros.

Isabela Alves

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Instagram: @isabelaalvespsicologa

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Poços de Caldas - MG

Atualizado: Jul 5

Recentemente, em Abril, o assunto "testes de cosméticos em animais" tomou uma enorme proporção, especialmente nas redes sociais, com o lançamento da animação "Salve o Ralph". O curta, originalmente lançado em inglês e com a presença da dublagem de diversos astros do cinema, como Rodrigo Santoro, foi traduzido para diversas línguas e disseminado pelo mundo.


O curta simula uma entrevista com um coelho, que vive a realidade de ser cobaia, expõe em seu corpo as marcas dessa experiência e fala sobre seu (nada) futuro promissor. A versão em português você pode conferir abaixo. Mas, atenção! Embora não haja nenhuma imagem explícita, o conteúdo é considerado sensível e pode ser um gatilho para algumas pessoas. O que vamos falar aqui também pode ser doloroso de ler, ok?



Para quem nunca pensou sobre o assunto, ou talvez até nem saiba dessa realidade, vamos contextualizar. Em diversas indústrias, os animais são usados para testar se determinados produtos são seguros para serem utilizados em humanos. A natureza dos testes é sempre cruel. Alguns testes incluem esfregar produtos químicos em feridas expostas de animais, induzi-los a ingerir determinada quantidade de substâncias até a overdose, pingar produtos nos olhos até provocar a cegueira, entre diversas outros.


A grande reflexão necessária é: por que tudo isso ainda ocorre, em pleno século 21? Existe uma filosofia em que a sociedade se baseia, chamada "bem-estarismo". Ela prega que diversas espécies de animais VALEM menos, portanto, podem e devem ser utilizadas sem discernimento para qualquer fim humano. Quem defende essa linha, argumenta que o uso de testes em animais é necessário para a humanidade, afinal, toda medicação da indústria farmacêutica e tudo que emite radiação passou por um teste em animal algum dia. Porém, um ponto importante a ser considerado é que, nas ocasiões, a ciência AINDA não tinha alternativas viáveis para fazer diferente. E hoje elas existem. De peles sintéticas a testes em humanos voluntários e remunerados, as opções são muitas.


Além disso, todo produto cosmético e industrializado passa por uma testagem em humanos antes de ir as prateleiras. Ou seja, mesmo havendo os testes em animais, o produto precisa ser validado com humanos. Qual a necessidade então de infringir tanto sofrimento aos animais, somente em nome da beleza? Qual a necessidade de torturar um coelho até a cegueira e consequente morte, para lançar um shampoo novo? Não é difícil chegar a conclusão de que a sociedade precisa urgentemente parar com isso.


E se você, assim como nós, sofre por pensar no assunto, não se desanime! Você pode fazer sua parte de diversas formas, como: compartilhando esse conteúdo, pesquisando mais sobre o assunto e, claro, nas próximas vezes em que for comprar um produto, verificando se ele possui em seu rótulo um selo de "não testado em animais" ou "cruelty free".


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